Maio de 2026 foi um daqueles períodos que ficam guardados para sempre na memória de um cicloturista. Em poucos dias, vivi três experiências completamente diferentes sobre duas rodas: Roma, Amsterdã e Paris.
Fazer cicloturismo na Europa é uma das experiências mais completas que um ciclista pode viver. Cada cidade revela uma relação diferente com a bicicleta — seja como patrimônio histórico, infraestrutura urbana ou pura poesia noturna. Em maio de 2026, pedalei por Roma, Amsterdã e Paris em sequência, e cada pedal teve uma alma diferente.
Se você também quer planejar uma viagem de bicicleta pela Europa, confira antes o nosso guia com os melhores lugares para pedalar na Europa — ele vai te ajudar a escolher a rota certa para o seu perfil.




Roma: Pedalando pela História às Margens do Rio Tibre
No dia 9 de maio de 2026, pedalei por uma Roma diferente da que muitos turistas conhecem. Em vez dos trajetos lotados do centro histórico, escolhi seguir pela ciclovia do Rio Tibre, a famosa Lungotevere — uma rota plana e agradável que acompanha o rio por vários quilômetros, completamente separada do trânsito intenso da capital italiana.
Foi uma experiência especial pedalar vendo a história surgir a cada curva. Um dos momentos mais marcantes foi atravessar a Ponte Sant’Angelo, construída no ano 134 d.C. pelo Imperador Adriano. Ela conecta o centro histórico ao imponente Castel Sant’Angelo e, à noite, com as luzes refletindo no rio e séculos de história diante dos olhos, é algo difícil de traduzir em palavras.
Roma tem essa capacidade única de transformar um simples pedal em uma verdadeira viagem no tempo. A ciclovia do Tibre é ponto de partida ideal para quem faz cicloturismo na Europa e quer unir movimento e imersão cultural sem abrir mão do conforto.
🔗 Dica: Quer descobrir outros destinos europeus de bicicleta? Veja o nosso post Dicas de Cicloturismo: Onde Ir Pedalar em 2026 com roteiros para todos os perfis.




Amsterdã: A Cidade Onde Pedalar É Cultura
No dia 13 de maio de 2026, vivi uma experiência que todo amante da bicicleta deveria conhecer ao menos uma vez na vida: pedalar em Amsterdã. Logo nos primeiros minutos ficou claro que ali a bicicleta não é lazer nem esporte — ela é parte da identidade da cidade.
Segundo a European Cyclists’ Federation (ECF), a União Europeia registra cerca de 2,3 bilhões de viagens de bicicleta por ano, movimentando aproximadamente 44 bilhões de euros — e a Holanda é peça central nesse ecossistema, com mais de 35 mil km de ciclovias interligadas.
Pedalei observando pessoas indo ao trabalho, estudantes, idosos, famílias inteiras — todos utilizando a bicicleta naturalmente, como parte da rotina. Foi impossível não comparar aquela realidade com o que ainda buscamos no Brasil em termos de mobilidade urbana e respeito ao ciclista.
“Amsterdã me mostrou que cidades mais humanas são possíveis quando a bicicleta é colocada no centro da mobilidade.”
Mais do que um pedal, aquela tarde foi uma aula de planejamento urbano ao ar livre. Se você quer se aprofundar nesse universo, o nosso post sobre cicloturismo na Holanda traz rotas, dicas práticas e tudo o que você precisa para planejar a sua experiência por lá.

Meia-Noite em Paris: A Cidade Luz Vista da Bicicleta
No dia 18 de maio de 2026, vivi um dos pedais mais mágicos que já fiz. Paris à noite já é encantadora por si só. Mas conhecer a cidade pedalando depois da meia-noite transforma completamente a experiência.
O passeio começou ainda no fim da tarde, enquanto os parisienses ocupavam cafés, bares e calçadas em um típico happy hour europeu. Aos poucos, o céu mudou de cor e as luzes foram se acendendo. Paris se transformou.
Pedalei pelas margens do Rio Sena, atravessei bairros históricos como Le Marais e Sentier, passei pelas ilhas de Saint-Louis e de la Cité e vi a imponência da Catedral de Notre-Dame iluminada durante a madrugada. Cada ponte parecia contar uma história própria.
Principais pontos do roteiro noturno de Paris de bicicleta
- 📍 Torre Eiffel — espetáculo de luzes na meia-noite
- 📍 Museu do Louvre — imponente e silencioso à noite
- 📍 Champs-Élysées — elegância europeia em duas rodas
- 📍 Ponte Alexandre III — a mais ornamentada de Paris
- 📍 Musée d’Orsay — reflexos dourados no Sena
- 📍 Les Invalides — cúpula dourada sob as estrelas
- 📍 Pont Neuf — a ponte mais antiga da cidade
- 📍 Pont des Arts — charme e romantismo à meia-noite
Da histórica Pont Neuf à charmosa Pont des Arts, tudo ganhava um clima ainda mais especial sob as luzes amareladas da Cidade Luz. Durante três horas, pedalei por avenidas elegantes e ruas históricas num ritmo tranquilo que permitiu observar detalhes impossíveis de captar correndo de carro ou metrô.
Mais do que visitar monumentos, tive a sensação de realmente fazer parte da cidade por algumas horas. Pedalar em Paris à noite é, sem dúvida, uma das experiências mais memoráveis do cicloturismo na Europa.




Três Cidades, Três Experiências, Uma Paixão
Roma me levou para dentro da história.
Amsterdã me mostrou como a bicicleta pode transformar uma cidade.
Paris me fez sentir que pedalar também pode ser arte, emoção e contemplação.
No fim dessas três viagens, voltei com a certeza de algo que sempre digo: a bicicleta não serve apenas para nos levar a lugares — ela transforma completamente a maneira como vivemos cada caminho.
O cicloturismo na Europa segue em plena expansão. De acordo com o Observatório da Bicicleta, a Itália sozinha gerou 5,5 bilhões de euros com cicloturismo em 2023 — e os brasileiros estão cada vez mais presentes nesse mercado.
Quer se inspirar para planejar a sua aventura? Explore mais conteúdos no blog do Bike no Ar e comece a traçar a sua rota pela Europa.
Fontes e leituras complementares:
European Cyclists’ Federation — ECF · Observatório da Bicicleta — Cicloturismo cresce no Brasil e movimenta bilhões na Europa · Revista Stile — Viagens de bicicleta pela Europa ganham força entre brasileiros


